Filiação partidária. Novo partido. Veja como entrar nessa e mudar a situação, pra melhor, é claro! Partido da Educação, da Cultura e da Leitura.
PARTIDO DA EDUCAÇÃO, DA CULTURA E
DA LEITURA
Salomão Larêdo*
Estará criado e fundado o Partido
da Educação, da Cultura e da Leitura
quando toda a sociedade assim
desejar acontecer diferente
do que se pratica no atual sistema. Quem quiser ser desse partido
basta sentir-se educador e sair praticando ações políticas que efetivamente
contribuam para melhorar essas e outras questões (saúde, saneamento,
transporte, moradia etc.) de que tanto nos preocupam e, então marcar o tempo da
colheita.
Em 2050, a situação da nova sociedade
humana e democrática, certamente terá mudado, pois já teremos
muitos anos de tenso e
intenso investimento e trabalho
nestas áreas, que é possível antever como as coisas vão ficar.
Quem quiser, nesse partido, ser e
ter o titulo de parlamentar: vereador, deputado, senador, conselheiro, deve
começar instalando espaços de leituras, arrecadando livros, ensinando a ler,
formando leitor e ao se apresentar para a função, ter consciência de que
receberá apenas o título de cidadania, sem remuneração ou retribuição de nenhum
tipo e de que assume o encargo do cargo tudo em benefício do bem comum.
Investindo em educação, cultura e
leitura durante uns trinta anos, certamente veremos mudar a face de nossa
comunidade, é uma utopia (sem, distopia), mas, devemos fazer esta experiência
para ver se melhoramos a relação interpessoal, o cuidado, o respeito, o valor
que o outro tem diverso do meu. Todos terão que ser alfabetizados, todos têm
que ter educação de base, escola com qualidade, em toda parte, sobretudo aqui
nas beiras dos nossos rios amazônicos, como foi feito, com muita dignidade, por
exemplo, há coisa de uns dois no
interior cametaense com escolas
funcionando em prédios bonitos, salas de aulas confortáveis, atraentes, gostosas e prazerosas de se estar
num ambiente acolhedor, equipadas com
material do bom e do melhor, merenda escolar farta e nutritiva, tudo, direito
da pessoa humana que pode e deve crescer para fazer parte de sociedade menos
desigual e cada vez mais de convivência humana e fraterna, de respeito, de
estima, das mesmas oportunidades.
Vamos alfabetizar, ensinar a ler,
formar leitor. Essa a base de trabalho de político que se interessa pelo bem
estar de seu semelhante. Esse é o partido de que precisamos, quem toma a iniciativa
de tomar partido da leitura, do livro, do leitor com senso crítico.
Para isso, faz-se necessário
remunerar bem o professor, garantir emprego e renda aos pais dos alunos, a
família participando da vida comunitária, atenta ao movimento escolar, todos
escolhendo os docentes, a gestão participativa, o que deve conter nos
currículos, qual o acervo de livros a biblioteca deve priorizar.
Nesse partido, todos nós já
estamos automaticamente filiados e todos nós queremos eleger sempre a cultura,
a leitura e a educação de nossa gente, de nosso povo, como prioridade, objetivo
de vida ao bem comum de todos em todas as áreas. (Publicado
no jornal O Liberal (impresso) – Belém do Pará, edição do dia 25 de Maio de
2017, Caderno Atualidades, página 2)

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