Em todo o Baixo-Tocantins a cultura musical foi muito intensa na década de 1950/1960.

Bandas de música eram formadas por moradores nativos que aprendiam e tocavam instrumentos variados. Tia Dinoca, tocava harmônio, na igreja da Conceição, em Mocajuba; Daise Castro, minha prima, bem novinha, tocava acordeon (de 60 baixos), instrumento com o qual aparece nesta foto que faz parte do livro "Terra dos Romualdos, País dos Maparás" (registro memorial,com 790 páginas), numa festa beneficente aos idosos, promovida pelas irmãs vicentinas, filhas da caridade (que, mesmo sob forte calor usavam hábito forrado incluindo chapéu enorme, todo engomado) que dirigiam o Instituto Nossa Senhora das Graças, em Mocajuba, onde Daise era aluna. Lá também estudaram as minhas irmãs Adalcinda e Ocirema, o tio David e outros meus parentes que moravam na casa dos tios Mirico e Zita, Artênio e Dinoca. Mocajuba era, nessa época, um grande centro de educação e cultura. Muita gente ia estudar lá ou em Cametá, claro, centro mais adiantado e que já possuía o ginásio, onde eu fui estudar anos depois que estudei em Tucuruí e Baião, outro centro de educação no belíssimo Baixo-Tocantins.Tudo isso e muito mais tem no livro acima mencionado.


Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

CANTEIRO DE OBRAS DO ESCRITOR E JORNALISTA SALOMÃO LARÊDO